sexta-feira, junho 17, 2011

A ASSEMBLEIA DE DEUS E EU






“TU, PORÉM, PERMANECE NAQUILO QUE APRENDESTE...” (2 Timóteo 3.14).

Fui apresentada recém-nascida, pelo Pr. João Batista da Silva, em João Pessoa, na Paraíba.

Cresci sob os cuidados do Pr. Antonio Petronilo dos Santos, meu amigo, meu pastor, meu conselheiro, meu pai espiritual; um pastor presente na vida de uma adolescente sem família na igreja, pois ele mesmo fizera a cerimônia fúnebre, quando da partida da minha querida mãe para encontrar com o seu Senhor, Aquele que em vida tanto amou!

Converti-me ao evangelho aos dez anos quando estava em casa do meu tio Pr .Manoel Fernandes de Oliveira, em Alagoinhas – Bahia; fui batizada com o Espírito Santo aos onze anos, em Itabuna-BA (sou do tempo em que quando alguém se convertia era ensinado a buscar com insistência o batismo com o Espírito Santo até receber, mesmo as crianças); fui batizada em águas também em Itabuna pelo meu tio Manoel, que experiência fantástica!

Retornando à João Pessoa continuei sob a liderança do Pr. Antonio dos Santos e, logo cedo iniciei ajudando no trabalho na igreja sede.

Amava os cultos de doutrina, ás sextas-feiras, quando o meu pastor nos ensinava a Palavra pura, sem conjecturas, sem conhecimento dos originais, na sua simplicidade, mas uma mensagem cheia da unção do Espírito Santo, mensagem buscada em oração e na meditação da Santa Palavra, onde o Amigo Espírito Santo trazia as revelações direto do trono da graça, aleluia!

Dessa maneira o amor que eu tinha pela palavra que me fora estimulado através das atitudes de minha mãe, foi se consolidando; fui aprendendo muitas coisas que conservo até os dias atuais e não posso abrir mão delas, muito embora esteja vendo a igreja local, antes movimento, hoje denominação, bem diferente daquela igreja em que cresci, porém, a Palavra de Deus está se cumprindo, Jesus vem, aleluia!

Meus pastores que me criaram com a sã doutrina com toda certeza ficariam pasmados se voltassem a viver em nossos dias, ao ver o quanto nos distanciamos daquilo que eles tanto primaram para nos ensinar.

Lembro, por exemplo, que em 1970 quando o país aprovou a lei do divórcio, as nossas lideranças eram unânimes em dizer que, como igreja nós não iríamos aceitar, mesmo sendo uma lei aprovada pelo país. Hoje, quanta diferença meu Deus, pois até lideranças nossas estão divorciadas e continuam a liderar nossas igrejas!

É tempo de festa; tempo de comemorações; mas, sinceramente falando, o que estamos a comemorar? O passado glorioso do qual somos frutos? O presente onde tantas divergências e escândalos nos têm envergonhado? Ou o futuro cujos prognósticos não são alentadores, tendo em vista o rumo que temos tomado onde a política, a corrida pelo poder, a busca do ter estão abafando a voz do Amigo Espírito Santo?

Ó Assembléia de Deus volta às tuas origens! Retorna ao primeiro amor! Muda o teu foco para o Autor e Consumador da nossa fé – Jesus!

Busca a unidade, essa unidade tão desejada pelo Senhor Jesus a ponto de se colocar diante do Pai intercedendo para que nós sejamos UM!

Cem anos de trabalho regado com lágrimas e suor dos trabalhadores da vinha e, como não podia deixar de ser, quero louvar a Deus pela vida da irmã Frida Vingren uma mulher desbravadora, uma mulher diferente no seu tempo; uma mulher parceira noReino de Deus ao lado do seu marido; uma mulher atuante em todas as frentes de trabalho mesmo em um tempo em que a mulher era totalmente ignorada na sua capacidade. Ela enfrentou os desafios do seu tempo, mas cumpriu o seu papel, não se intimidou diante das rejeições e discriminações que sofreu, por isso deixou uma história que deve ser repetida por todas nós, mulheres do século XXI.

Frida, mulher pregadora, ensinadora, musicista, conselheira, compositora, esposa, mãe, administradora, criativa, enfim, um ramo frutífero da VIDEIRA!

Não adianta tentar me fazer mudar porque quero permanecer onde Deus me plantou, na igreja local onde Jesus me salvou e me tem ajudado até o dia de hoje.

Agradeço a Deus pela família assembleiana onde estou inserida; por meus irmãos que intercedem por mim; pelas irmãs do Círculo de Oração, onde muito pequena aprendi a buscar a face do Senhor pelo que Ele é não apenas pelo que Ele faz.

Agradeço a Deus pelos líderes fiéis e comprometidos em manter a sã doutrina, empenhados no bom desempenho da obra de Deus, com sinceridade de coração.


Meu desejo e oração são para que o Amigo Espírito Santo me ajude a permanecer naquilo que aprendi; nas eternas verdades da Santa Palavra de Deus e com o exemplo daqueles que partiram deixando atrás de si um rastro digno de ser seguido; homens de reputação ilibada, comprometidos com a verdade; homens que não fizeram parceria com a política do mundo, tampouco usavam de política eclesiástica, porque preferiam depender da orientação do Amigo através da oração e da espera da Sua palavra.

Por isso, preciso ter cuidado de mim mesmo; preciso escapar por minha vida; preciso guardar o coração; preciso comprar azeite; preciso comprar ouro refinado no fogo, vestes brancas e colírio para ungir os meus olhos para ver com a visão de Deus e não da terra.

Em tudo e por tudo Deus seja louvado!

Maranata!

3 comentários:

ALEXANDRE disse...

É ASSIM QUE SE DIZ IRMÃ LÍDIA,QUEREMOS PERTENCER A IGREJA COMO ORGANISMO VIVO,COMO NOIVA DO CORDEIRO E NÃO APENAS COMO DENOMINAÇÃO OU CARGO OCUPADOS, QUEREMOS SIM, ANTES DE TUDO E ACIMA DE TUDO SERMOS SERVOS,BUSCANDO A GENUÍNA PALAVRA E VIVENDO UMA VIDA DE PIEDADE INSTRUÍDA PELO ESPÍRITO SANTO DE DEUS. AMÉM!

Pastor Luiz Antônio Pereira de Lima disse...

Nasci em 1967 na Cidade de Mamanguape/PB, lembro-me quando criança no ano de 1973 os meus pais congregavam na Cidade de Bayeux/PB, nesta época quem a pastoreava era o Pr. Antônio Fernandes das Chagas, e diversas vezes vi o Pastor Regional Antônio Petronilo dos Santos entrando naquela Igreja; apesar de ser criança, lembro-me de muitas ações maravilhosas daquele grande homem de Deus! Só nos restam é saudades! mais na esperança de ver-mos um dia na Glória! Sou grato a Deus por me fazer de Ministro da sua Seara coisa que nunca imaginei na minha vida. Hoje estamos ao lado também deste grande Homem de Deus Pastor Presidente: Pr. José Carlos de Lima A paz do Senhor!! Pr. Luiz Antônio Pereira de Lima - COMADEP. Estamos pastoreando no Sítio Caruçu/PB para honra e a Glória de Deus!! Rogo vossas orações!!

Pastor Luiz Antônio Pereira de Lima disse...

Nasci no dia 30 de Outubro do ano de 1967 às 03h15min da manhã na cidade Mamanguape/PB. Os meus pais moravam em um povoado chamado Camaratuba município de Mamanguape/PB. Nesta época os meus pais já faziam dois anos que tinham aceitado a Jesus como o Único e Salvador de suas almas. O Pastor Hélio de Albuquerque e esposa a irmã Lindalva, ambos sempre iam à casa dos meus pais para realizarem os cultos e os ensinarem a trilhar no caminho que vai para o céu. Os trabalhos da igreja estavam sob jurisdição do saudoso pastor Manoel Fernandes de Oliveira da Cidade de Rio Tinto/PB e o Pastor Regional era o Saudoso Pr. Antônio Petrolino dos Santos. Com seis meses de idade fui apresentado em um culto de Santa Ceia pelo o estimado pastor. O pastor Hélio de Albuquerque, por sua vez a pedido do saudoso pastor me colocou em seus braços; levantou-me e apresentou-me a Deus dizendo: “Deus! Apresento a Ti esta criança! que ela cresça no temor da Tua Palavra! quando estiver adulto, que seja um Pastor da tua igreja”. E assim Deus fez; Deus registrou aquela oração de fé do seu ungido. À memória do Pastor Manoel Fernandes de Oliveira, nos deixam bastantes saudades, por ser pai na fé de toda a minha família, por suas qualidades morais e por ter sido um verdadeiro apóstolo de Cristo, deixando um legado de paz e amor por onde passava como Pastor, sendo corajoso e preparado a executar o querer de Deus, derramando o seu coração e sua alma diante de Deus, com suas persistências e dedicações, para cumprir fielmente o seu ministério. Confesso as saudades que nos deixou; o seu nome não figura entre os desbravadores e plantadores de Igrejas, mas temos anônimos que diante do Tribunal de Cristo receberão à coroa de Glória e grande galardão, pois Deus não é injusto para esquecer-se dos que os serviram com fidelidade.